
Esta matéria sintetiza uma investigação sobre a alarmante onda de desaparecimentos de pesquisadores de ponta, interpretando-a como uma nova faceta da competição geopolítica. A ciência tornou-se linha de frente, e a neutralização de cérebros, uma arma silenciosa.
A coleta de dados em fontes abertas revela um cenário inquietante. Nos Estados Unidos, entre 2024 e 2026, ao menos oito cientistas e militares ligados a programas nucleares e aeroespaciais desapareceram ou foram mortos em circunstâncias misteriosas. A cientista de materiais da NASA Monica Reza sumiu durante uma caminhada na Califórnia, sem deixar vestígios. Melissa Casias, assistente no Laboratório Nacional de Los Alamos, desapareceu após formatar seus dispositivos eletrônicos – um forte indício de ação de contrainteligência. O ex-diretor assistente do FBI, Chris Swecker, alertou publicamente que esses casos não podem ser tratados como isolados e demandam investigação de espionagem.
No Irã, o padrão é mais explícito e violento. A operação militar “Rising Lion”, em junho de 2025, resultou na morte de pelo menos 14 físicos e engenheiros nucleares, em ataques atribuídos a Israel. O objetivo declarado era atrasar o programa nuclear iraniano, eliminando as mentes que o conduziam. A execução, pelo próprio regime iraniano, do cientista Roozbeh Vadi, acusado de facilitar os assassinatos, ilustra o clima de paranoia.
A Rússia vive um êxodo massivo de pesquisadores, que fogem de um ambiente de perseguição e repressão. Relatórios de inteligência ucranianos indicam a perda de 1% dos cientistas ao ano. O assassinato do projetista do míssil Iskander, Vladimir Nedoshivin, em Moscou, reforça a hipótese de operações seletivas. Enquanto isso, a China e sua diáspora acadêmica enfrentam um cerco: o desaparecimento do professor Wang Xiaofeng, após uma batida do FBI nos EUA, gerou pânico entre os 300 mil estudantes chineses no país.
O perfil das vítimas é a chave: físicos nucleares, engenheiros aeroespaciais, cientistas da computação e biotecnólogos. O ativo visado não é a infraestrutura, mas o conhecimento humano. As evidências sugerem operações de Estados rivais, como China, Rússia e Israel, interessados em desestabilizar cadeias de inovação. A conclusão é incontornável: proteger o capital intelectual tornou-se uma questão de segurança nacional, e a comunidade global precisa de novas doutrinas para evitar que a ciência vire um campo de batalha silencioso.
Referências
CASA Branca é questionada sobre desaparecimentos de cientistas. G1, 15 abr. 2026. Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/04/15/eua-investigam-desaparecimentos-e-mortes-de-militares-e-cientistas-ligados-a-pesquisas-nucleares-ou-de-ovnis.ghtml. Acesso em: 16 abr. 2026.
UFO mystery: White House asked about missing, dead researchers. NewsNation, 16 abr. 2026. Disponível em: https://www.newsnationnow.com/vargasreports/ufo-missing-scientists-espionage/. Acesso em: 16 abr. 2026.
IRAN hides nuclear scientists after “Israeli” assassinations: report. Roya News, 10 ago. 2025. Disponível em: https://en.royanews.tv/news/62036. Acesso em: 16 abr. 2026.
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